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positivosim@gmail.com Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
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domingo, 18 de novembro de 2007

Indignação!

Na terça-feira, 13 de novembro, no caderno de Ciência do Globo - Rio, saiu uma nota intitulada "Pressão pelo direito à ciência" (postada neste blog em notícias interessantes) que veio me trazer uma imensa indignação.
A nota fala sobre a aprovação do projeto de lei que regulamenta o uso de animais por institutos de pesquisa e universidades brasileiras, sendo este de 12 anos atrás.
Como amante da natureza que sou acho que quaisquer maus tratos aos animais devem ser punidos severamente. Fiquei chocado ao ver que uma frota baleeira japonesa parte neste domingo (18) do porto de Shimonoseki com direção ao Pacífico Sul, onde caçará baleias corcundas pela primeira vez desde 1963, e até tentei fazer propaganda da campanha australiana no youtube contra tal atrocidade, porém o vídeo foi retirado do ar! Contudo, é sabido que sem cobaias não se criam vacinas, novos remédios e tratamentos, por mais duro que isso possa ser é assim!
Na nota citada se fala de grupos contra o uso de cobaias animais que considera melhor usar doentes de AIDS nas experiências no lugar de camundongos. Como alguém pode dizer tamanha barbárie?! Vamos fazer experimentos em pessoas ao invés de animais?! Como alguém pode considerar isso?!! É algo que escapa à minha compreensão.
Definitivamente a ignorância é algo perturbador. O comentário é repleto de ignorâncias por sinal. Começa comparando a vida de um camundongo com a de um ser humano, passa pela desvalorização dos portadores da AIDS, pela ignorância em achar que isso é uma sentença de morte (o que também nunca justificaria a afirmação), e, me despindo de qualquer valor que tenho, chegando à uma ignorância básica científica, que é o fato de uma pessoa imunossuprimida nunca poder servir de cobaia pelo simples fato de que suas respostas às drogas injetadas não serem iguais às de uma pessoa com a imunidade perfeita.
Penso no que essas pessoas fariam se houvesse uma infestação de ratos na casa delas, afinal é um vetor da leptospirose. Será que se o filho de algum desses morresse de leptospirose a opinião seria a mesma e não tentariam erradicar o animal? Será que algum deles já se perguntou o que seria deles e dos familiares sem as vacinas e remédios atuais?
Essa nota me remeteu diretamente a um filme que me chocou quando vi, O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener), que deixo aqui como sugestão àqueles que não viram ou até mesmo para rever:
O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener)
Sinopse:
Um alto funcionário da diplomacia inglesa, Justin (Ralph Fiennes), se envolve com uma militante de causas humanitárias, Tessa (Rachel Weisz). Ele é um homem discreto, que costuma passar boa parte do tempo livre cuidado do jardim. Já ela é apaixonada pelo que faz e árdua defensora dos mais fracos. Os dois se casam e vão para a África. No novo país ela se envolve em causas humanitárias e trabalha ao lado do médico Arnold Bluhm. A atuação da dupla em comunidades pobres e cheias de pessoas doentes, no entanto, atrapalha autoridades e empresários da indústria farmacêutica, que testam um novo medicamento na África. Tessa não conta ao marido o que faz, chega tarde em casa e sempre está acompanhada do amigo de trabalho, despertando suspeita em Justin. Um dia, enquanto cuidava de suas plantas, Justin recebe do amigo Sandy a notícia de que a mulher foi encontrada morta num local isolado. Ele começa, então, a vasculhar as coisas dela para descobrir quem teria interesse em tirar sua vida. A primeira revelação que tem é o forte indício da infidelidade dela. Mas Justin percebe logo que uma conspiração de médicos, políticos e empresários pode ter relação com a morte da esposa. Ele viaja pela Europa e visita o interior da África numa busca frenética de provas para descobrir quem a matou o que ela fazia de tão misterioso e incomodava tantas pessoas.
Curiosiades:
O Jardineiro Fiel tem direção do brasileiro Fernando Meirelles, o mesmo de Cidade de Deus, tendo feito lobby para filmar no Kenya, onde a história se passa, ao invés da África do Sul, onde a indústria cinematográfica costuma gravar.
Nas seqüências em que são mostradas cenas no ponto de vista de Justin, o ator Ralph Fiennes operou a câmera.
Após a filmagem foi criado um fundo para ajudar os habitantes das favelas próximas de Nairobi, onde a equipe filmou.

2 comentários:

stella halley disse...

Ser� que as pessoas que s�o contr�rias �s pesquisas com camundongos percebem as consequencias de sua aparente "bondade"? Salvem os ratos e morram os humanos? Ser� poss�vel que algu�m defenda isso?

Quanto aquelas que acham que se deva testar os rem�dios em pessoas com AIDS, duvido de sua intelig�ncia...

Positivo Sim disse...

Stella Halley,
concordo em gênero, número e grau!
Um beijo carinhoso pra você