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positivosim@gmail.com Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Boas Notícias

No meio do caos atual (profissional, familiar e pessoal), tive uma notícia fantástica. Um amigo veio me visitar no Rio e havia uma situação que muito me preocupava, o fato de ele estar namorando, ter HIV, morar junto com o namorado e não contar.
Definitivamente o momento de contar é algo bastante complicado, porém não consigo conceber o fato de ir morar junto sem contar isso, afinal dependendo de como a pessoa reagir, pode gerar problemas sérios tanto de ordem emocional quanto práticos, pois o relacionamento pode simplesmente acabar, pelo preconceito ou pelo fato de se sentir traído, por não ter confiado no sentimento e esconder algo tão sério.
A questão é que ele contou e tudo funcionou da melhor forma. Realmente existem pessoas muito especiais e esclarecidas nesse mundo. Já disse antes que tive boas experiências ao contar. Só me lembro de uma negativa, mas na verdade foi um acesso de pânico por parte do outro, um descontrole, um surto! Um cara muito bacana e esclarecido por sinal, com quem saí e não tive nada sexual. Porém me idealizou e literalmente teve um surto quando eu contei, pois já tinha se imaginado ficando pelo resto da vida comigo e isso foi um impeditivo. Ele tinha muito ainda para crescer emocionalmente e muitos problemas para resolver, inclusive em relação à sexualidade. Uma pessoa muito doce, mas muito problemática naquela época.
Eu cá no momento me encontro em uma “sinuca de bico”. Fiz uma cirurgia de postectomia (fimose) que parece ter dado tudo certo do ponto de vista fisiológico, mas infelizmente talvez no psicológico deu bem errado. Já se passaram vários meses e no mês seguinte meu urologista disse: “já pode usar”. Contudo, a vontade não está presente, a libido está em menos 10. Além disso ainda há um inchaço quando em ereção que gera um certo incômodo. Passei por um episódio pelo qual nunca imaginei. Posso descrever no mínimo como hilário!
Fui a mais uma consulta e meu urologista me perguntou se estava tudo bem. Disse que não, falei do inchaço, de que senti dor ao tentar alguma coisa (ordens médicas eram de “usar”). Ele examinou e disse que estava tudo OK, que eu teria que enviar uma foto em ereção.
Imaginem a minha vergonha de tirar uma foto e ainda enviar por e-mail para o endereço do consultório… fiz cara de paisagem como se fosse a coisa mais normal do mundo, porém ao chegar no escritório só imaginava que a secretária havia visto a foto, sem contar que examinei a foto junto com o médico no consultório. Gaiato que sou, contei para minha mãe, irmãs e todos rimos sem parar. Para mim médico é um ser assexuado e não tenho pudores, mas essa foi uma situação, como posso dizer… no mínimo inusitada.
Minha libido continua meio ruim. Tenho exames de dosagem de testosterona a fazer em breve junto com os outros para ver se é isso ou apenas de fundo psicológico, então aí é resolver.
Mudando de assunto (talvez já tenha comentado em outro post), comecei a fazer terapia com um cara que estou achando ótimo. Aliás amanhã é dia (ainda bem, pois estou precisando). Uma das coisas que surgiram foi a questão da auto-sabotagem (tenho que ler a reforma ortográfica novamente pois me enrolo com o uso do hífen), afinal comprei um livro a respeito a cerca de 2 anos e nunca abri. Maior sabotagem que essa impossível!
Sempre tive um certo preconceito com livros do tipo auto-ajuda, mas resolvi deixar os preconceitos de lado e começar a ler. Algumas coisas acho que não valem a pena, porém outras são extremamente interessantes no livro. Indico àqueles que se identificam com o tema!
autosabotagem
Segue o Link de uma matéria do livro na Folha para quem se interessar (eu comprei apenas pelo título numa daquelas esperas no aeroporto sem ter o que fazer, mas dei sorte): "Autossabotagem" desarma armadilhas da mente de quem se boicota.
Vou parando por aqui e indicando um filme que adorei no cinema e acaba de sair nas locadoras:

Mary e Max (2010)

Mary e Max - Uma Amizade Diferente

mary and max
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York.
Alcançando 20 anos e 2 continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.
Apesar de animação, não é filme para criança. Muitíssimo interessante, com atores fantásticos fazendo a dublagem, como Toni Collette  e Eric Bana. É uma animação, porém um drama, mas pontuado com situações bastante divertidas que quebram um clima que poderia ser pesado.

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