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positivosim@gmail.com Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
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sábado, 14 de abril de 2012

Aproveitando a Vida

Ando sumido do blog.
Muitas coisas complicadas!
Amigo querido que resolveu tirar a própria vida sem nenhum motivo que eu compreendesse, amiga amada com doença séria, tia querida com câncer terminal…
Tudo parece terrível, mas tenho que pensar nas partes boas! Afinal o que seria da vida se nos focássemos apenas nas tragédias?!
É um simples fato da vida que não temos o menor controle sobre ela, e que não temos como prever o que pode ocorrer com as pessoas amadas.
A questão é: aproveitar nossos amados e amadas ao máximo enquanto estão próximos!
Tenho trabalhado muito, e confesso que quando chego em casa quero distância do computador, pois passo o dia inteiro sentado de frente para um. Essa é uma das causas do meu sumiço.
Preciso organizar melhor meu tempo, mas senti uma grande necessidade de escrever ao receber um e-mail de uma leitora que estava disposta a tirar a própria vida caso o exame desse positivo, pois está noiva e pensa que caso isso ocorresse não tinha porque viver.
Claro que não é uma situação fácil, mas se alguém está disposto a enfrentar um casamento, penso eu que realmente vale o “na saúde e na doença”. Não vejo nisso um motivo para impedir um casamento, caso o casal realmente se ame.
Se houver rejeição, na minha opinião, é porque aquela pessoa não é a correta para se passar o resto da vida, afinal não sabemos pelo que passaremos no futuro. Pode ser um oceano de felicidade, ou um câncer terrível, um acidente que nos limita de forma que nunca imaginaríamos.
Acredito que o verdadeiro amor vá além de tudo isso.
Penso nos meus amigos… naqueles que estão juntos nas horas difíceis, pois nas fáceis é muito fácil. Isso sim é amor!
Enfim, mais uma vez esse foi um post mais de desabafo do que de qualquer outra coisa. Sequer vou reler, portanto já peço desculpas por possíveis erros ortográficos ou gramaticais.

Indico um filme simplesmente maravilhoso que assisti com um amigo muito especial, ainda que de pouquíssima convivência:

A Invenção de Hugo Cabret

Martin Scorsese se arrisca no universo infanto-juvenil levando para os cinemas a adaptação da aventura escrita por Brian Selznick
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Líder de indicações ao Oscar 2012, presente em 11 categorias, das quais venceu em cinco, A Invenção de Hugo Cabret marca a estréia de Martin Scorsese numa produção em 3D. O filme, eleito o melhor de 2011 pela National Board of Review, a associação de críticos americanos, é a adaptação cinematográfica do livro infanto-juvenil assinado por Brian Selznick.
A narrativa ambientada na Paris dos anos 30 acompanha as aventuras de Hugo Cabret (Asa Butterfield, de O Menino do Pijama Listrado), um garoto órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Seu bem mais precioso é um robô que não funciona, deixado por seu pai (Jude Law, que também está em cartaz em Sherlock Holmes 2) antes de morrer.
Um dia, enquanto foge do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz, de Deixe-me Entrar), uma garota excêntrica e apaixonada por livros com quem inicia uma forte amizade.
Eles logo descobrem que Isabelle possui uma chave em formato de coração que se encaixa perfeitamente na fechadura existente no robô. Assim, o boneco volta a funcionar e os três se juntam para resolver um incrível mistério.
O filme levou as estatuetas douradas nas categorias melhores efeitos visuais, edição de som, mixagem de som, direção de arte e fotografia.

8 comentários:

Anônimo disse...

Fico lendo e relendo esse blog, as vezes me traz paz outras não.
Descobri a 40 dias a minha ”soropositividade”, comecei as minhas pesquisas e vejo pessoas dizendo que o soropositivo tem a mesma qualidade de vida de um soronegativo, isso é ouro de tolo como diria Raul Seixas, pois uma vez que somos soropositivos não podemos transar sem camisinha, não podemos beber, estamos mais vulneraveis a desenvolver diabetes, colesterol,lipodistrofia e tantas outras doenças, não podemos nos relacionar afetivamente de cara limpa, pois se conhecermos alguem soronegativo essa pessoa não vai querer continuar o relacionamento quando ficar sabendo, se relacionar com alguem que tambem tenha o virus é algo raro, considerando que apenas uma pequena parte da população possui o virus. Eu por exemplo sou homossexual e não conheço nenhum que tenha o virus.
Gostaria de entrar aqui neste blog e dizer que estou bem, que a vida continua da mesma forma, que sou forte, que o virus não é nada, mas a verdade é que meu coração sangra toda vez que penso no assunto.Eu era feliz e não sabia, mas foi por ”amor ” isso em partes me salva da culpa.
Comprei varios livros sobre poesia, amor e vida, estou lendo muito e isso esta me fazendo bem.
O fato é que a anos os cientistas divulgam possibilidades de cura, mas na pratica nada acontece.
A minha infectologista não se mostrou interessada em me esclarecer muitas coisas, portanto eu gostaria de saber informações sobre uma possivel cura por ESTERILIZAÇÃO e sobre uma medicação chamada CYTOLIN,se alguem souber me repasse informações, pois tudo que mais preciso nesse momentos é ESPERANÇAS.
RICARDO.

Positivo Sim disse...

Não conheço a medicação CYTOLIN, e realmente não acho que estamos ainda próximos da curo do HIV, porém tenho que discordar de algumas coisas:
Não é uma parte tão pequena da população que convive com o vírus, como você expôs. Muitas pessoas são soropositivas, mas realmente são poucas as que tornam esse fato público, devido ao preconceito.
Transar sem preservativo é algo que nem quem não possui o vírus deve fazer, afinal existem outras DSTs, sendo algumas muito sérias, como a hepatite C.
Minha infectologista não proíbe bebidas alcoólicas, e nunca tive nenhum dos problemas que você descreveu.
Levo uma vida normal, com exceção do fato de que tenho que tomar 3 remédios uma vez ao dia, que aliás nunca me deram nenhum efeito colateral.
Minhas restrições são: ginseng, cápsulas de alho, dormonid(remédio para dormir), equinácea e hipericum (erva de são joão).
Conheço vários casais sorodiscordantes (um soro+ e o outro soro-).
Talvez você até conheça pessoas que possuem o vírus, mas que não contam por medo de preconceito.
Eu mesmo me surpreendi uma vezao descobrir que dividia um apartamento com um amigo que um dia me revelou ser soropositivo, e eu sequer imaginava a possibilidade.
Se não está satisfeito com a sua infectologista, procure outro (caso seja do Rio de Janeiro posso te recomendar duas ótimas especialistas, basta me enviar um e-mail para positivosim@gmail.com).
Grande abraço!

Anônimo disse...

Fiquei sabendo de minha condição, ou melhor de minha nova condição a dias. Ainda é muito dificil para mim aceitar. Não suporto guardar esse segredo, mas tambem não tenho quem contar. Tenho medo de arrumar um namorado contar e ele me abandonar, tenho tantos medos e ao mesmo tempo não sei viver de mentiras. São tantas as minhas duvidas , questões e dores que daria um livro, mas o que mais me pega mesmo não é o medo da morte, mas o medo da morte social. Essa parte afetiva é foda, tenho medo muito medo de nunca mais ser amado, de nunca mais ter um namorado, não quero ser rejeitado, mas isso me parece inevitavel.
Desejo felicidades a todos e desejo de coração que a tão sonhada cura venha logo, pois só assim nos tornaremos novamente LIVRES do virus e principalmente do estigma.
Abraço!
Matheus/ Rj.

Anônimo disse...

Aguardar e ser pacientes são duas grandes questões.
Fiquei sabendo de minha condição soropositivo a dias, ainda estou muito assustado, não tenho medo de morrer porque afinal de contas todo mundo vai morrer um dia de aids ou não,meu medo hoje é um só o de nunca mais ser AMADO,digo isso porque ha muito preconceito com relação aos portadores desse virus, sou homossexual , no cenario LGBT onde a grande maioria são portadores é onde ha mais preconceito com relação ao virus.
Nunca terei coragem de dizer para um possivel namorado uma coisa dessa pois terei medo dele me deixar e divulgar a noticia, já pensei, chorei, pensei novamente e cheguei a conclusão que o melhor caminho é abrir mão da minha vida afetiva para sempre. Farei isso e seja o que Deus quiser.
Desejo a todos a paz e a alegria que eu não consigo ter.
Fabio

Positivo Sim disse...

Caro Matheus,
sua colocação é muito correta, é um estigma!
Acredito que o preconceito relativo ao HIV venha muito pela história da doença, pois não percebo o mesmo preconceito com outras DSTs como a hepatite c.
Medo de rejeição é comum à todos, soro+ ou soro-, mas rejeição por preconceito me parece mais terrível. Contudo, quando contei recebi boas reações.
Grande abraço

Positivo Sim disse...

Caro Fabio,
não concordo que no cenário LGBT a grande maioria seja de portadores de HIV. Atualmente nesse cenário o contágio tem diminuído, e, contudo, aumentado entre as mulheres e na terceira idade.
Não tenha medo de nunca mais ser amado, as pessoas sempre podem nos surpreender, e eu apenas me recordo de surpresas boas nesse sentido.
Grande Abraço

Anônimo disse...

Descobri q sou soropositivo a um ano aproximadamente. Ainda está sendo muito difícil aceitar e conviver com isso porém a meses atrás conheci um rapaz eu nao tinha intenção nem queria me apaixonar por ninguém madrugada aconteceu q ele se declara todos os dias para mim e eu não só me apaixonai como não sei viver sem ele. É alguém q me faz bem e muito especial só q ele ainda não sabe da minha condição.acredito eu que ele não me aceitaria tenho medo d contar mas não quero brincar com os sentimentos d ninguém. Me ajudem por favor estou perdido

Positivo Sim disse...

Essa é a grande questão: quando contar? como contar?
Não digo que é fácil, porém sejamos práticos:
se você pretende dar continuidade ao relacionamento, em algum momento terá que contar, certo?
Quanto mais tempo esperar, mais difícil será para os dois, pois havendo aceitação, o outro sempre pode se magoar pelo fato de você não ter confiado.
Caso haja rejeição, é melhor que ocorra logo, pois quanto mais se envolver, maior será o sofrimento.

Há pouco tempo um amigo se declarou apaixonado por mim. Eu não o vejo como namorado, apenas como amigo e deixei isso claro. Contei a ele sobre o HIV, que não mudou em nada o sentimento dele.
Será que o preconceito é realmente dos outros ou será que é nosso?