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positivosim@gmail.com Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Relacionamentos Sorodiscordantes, Desafios e Sucessos


Muito bacana!
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Relacionamentos Sorodiscordantes, Desafios e Sucessos

por Rede Positivo, segunda, 13 de Fevereiro de 2012 às 23:16 ·


Os desafios dos relacionamentos sorodiscordantes


Desde o início da epidemia do HIV, as relações compostas por um parceiro positivo e um parceiro negativo têm sido repletas de desafios. Este tipo de casal, conhecidos como sorodiscordante, é um desafio tanto para o próprio casal, bem como os seus prestadores de cuidados de saúde, conselheiros e entes queridos. Os relacionamentos sorodiscordantes muitas vezes estão cheios de stress, ansiedade, medo e de preocupação.


O stress nos relacionamentos sorodiscordantes

Estudos científicos têm demonstrado que o stress aumenta dramaticamente na relação depois de um parceiro se tornar  soropositivo. Um estudo realizado na Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey descobriu que os distúrbios psicológicos, juntamente com o abuso de drogas e de álcool eram comumente encontrados em relacionamentos sorodiscordantes. 

Afinal de onde é que vem o stress dos relacionamentos sorodiscordantes?
• Transmissão vs Assistencial 
Nos casais em que ambos os parceiros são HIV negativos, a preocupação de ambos os parceiros é a mesma: permanecer HIV negativo. 
No entanto, casais que têm um parceiro negativo e um parceiro positivo, diferentes questões se colocam. O parceiro positivo está preocupado com a transmissão do vírus ao parceiro negativo. O parceiro negativo geralmente dedica a sua atenção à saúde do seu parceiro positivo, tornando-se o seu cuidador na relação. Esta diferença de perspectiva e direção provoca conflitos emocionais e em última análise, aumenta a tensão no relacionamento.

• Como é que aconteceu? 
Se um dos parceiros se torna positivo dentro de um relacionamento, a primeira questão que o outro parceiro vai colocar é "Como é que isto aconteceu?"
Será que essa nova infecção é o resultado de relações sexuais desprotegidas fora do relacionamento ou uma consequência da partilha de agulhas para consumo de droga? É provável que o parceiro negativo não tivesse sequer ideia do comportamento do outro, ou do estava a acontecer com ele/a.
O stress causado pela nova infecção do HIV é composto por sentimentos de raiva, traição e tristeza com a realidade da infidelidade do parceiro, ou pelo uso de drogas.

• Cautela Excessiva
Em qualquer relacionamento sorodiscordante, há uma preocupação com a possibilidade de contaminação HIV do parceiro negativo. O  casal pode se tornar excessivamente cauteloso em termos sexuais e na pior das hipóteses, impedir qualquer contato sexual ou íntimo, com medo de contaminação da infecção. 
Embora não seja a parte mais importante de uma relação, a intimidade sexual é uma componente chave de qualquer relacionamento amoroso. Sem intimidade, o relacionamento sofre com os sentimentos de frustração, abandono e finalmente aflorará o ressentimento entre os dois.

• A culpa do sobrevivente
A culpa pode ser uma emoção poderosa e destrutiva. Na maioria das vezes, a culpa do sobrevivente é um produto de situações como os acidentes de carro em que uma pessoa sobrevive, enquanto os outros morrem. Nesses casos, o sobrevivente sente-se culpado por ter sobrevivido. 
Num relacionamento sorodiscordante, o parceiro negativo pode-se sentir culpado por ser negativo. A culpa aumenta se o parceiro positivo ficar doente por ser portador do HIV
Em casos extremos de culpa, o parceiro negativo pode pretender ser também infectado, sentindo assim que a infecção comum lhe iria aliviar a culpa e outros estresses presentes na relação.

• O desejo de ter filhos
A maioria dos casais irá considerar ter uma família num momento ou outro. Nos relacionamentos sorodiscordantes, esta decisão pode ser um fator estressante. Existe aqui e de forma idêntica, o stress típico que todos os casais sentem ao decidir começar uma família, mas também as preocupações adicionais da transmissão do HIV ao parceiro negativo e ao feto.

O estresse em si pode ser uma barreira para um relacionamento bem sucedido. Mas certas circunstâncias que surgem nas relações sorodiscordantes são particularmente difíceis.

Barreiras que urge ultrapassar para um relacionamento bem sucedido sorodiscordante
Noventa por cento das questões que prejudicam um relacionamento sorodiscordante são os mesmos que afetam qualquer relacionamento. 
No entanto, são os outros 10% que são os mais desafiadores. 

Quais são alguns dos problemas enfrentados por casais sorodiscordantes?

Dinheiro / Emprego
Os problemas financeiros são comuns nos relacionamentos. Mas, a causa dos problemas de dinheiro nos relacionamentos sorodiscordantes é única. O custo de cuidados de problemas associados HIV e os seus medicamentos podem ser significativos. O parceiro positivo pode ser mesmo incapaz de trabalhar devido à doença. Tais situações causam um stress significativo, ansiedade e ressentimento entre os dois parceiros. E para acrescentar ao stress, o parceiro positivo pode se sentir culpado porque é incapaz de contribuir para as finanças domésticas como gostaria.


Divulgar ou não divulgar o seu estatuto de soropositividade?
A divulgação torna-se um problema quando um dos parceiros quer divulgar a mais pessoas e o outro parceiro, discorda. Nesta situação, existe uma regra que se aplica a todos os casais: Exceto em situações de emergência médica ou de extrema necessidade, quando e a quem a divulgação é feita, a decisão cabe sempre ao parceiro positivo. Se o parceiro positivo disser que não à divulgação do seu estatuto sorológico, o parceiro negativo deve respeitar seus desejos sem qualquer dúvida.

Compartilhamento de Informação Médica
Alguns soropositivos/as querem o seu parceiro com eles em cada uma das suas consultas médicas. Outras pessoas positivas preferem não compartilhar informações médicas ou não discutir a sua condição médica. 
Os parceiros negativos, por vezes, têm dificuldade em entender este sentimento. 
O parceiro negativo precisa saber que o parceiro positivo está clinicamente bem. O medo do desconhecido pode ser poderoso. Ser deixado de fora no aspecto médico da vida do seu parceiro pode gerar medo e dúvida, duas emoções que podem minar qualquer relacionamento.

• Diferença entre conforto e desejo sexual
Num relacionamento sorodiscordante, haverá sempre diferenças à volta do assunto sexo. 
Qual é o risco que cada parceiro está disposto a assumir?
Que tipos de práticas sexuais mais seguras serão utilizados? 
Em que atividades sexuais cada parceiro estará disposto a participar? 
Uma boa regra é que se um dos parceiros não queira se envolver numa atividade ou assumir um risco como sexo inseguro, deixar que esse o parceiro tenha a palavra final. 
Independentemente, das diferenças de desejo sexual, questão dos riscos, pode se tornar num divisor num relacionamento sorodiscordante.

Medo do Futuro
Como acontece com qualquer doença crônica, existe algum medo em relação à perspectiva de deterioração da sua saúde futura. O parceiro negativo habita em questões como e quando é que o parceiro positivo poderá ficar doente, ou quanto tempo irá viver.
Felizmente os avanços na medicina nesta área do HIV, resultaram num futuro mais promissor para as pessoas infectadas. 
Como a expectativa de vida continua a melhorar, os casais vão-se tornar mais otimistas sobre o que seu futuro lhes reserva.


Lidar com as lutas  / Fazendo a sua parte Apesar de tantos obstáculos e problemas que existem nos relacionamentos sorodiscordantes, eles podem, no entanto permanecer e florescer. 
O fato é que este assunto, não é diferente de qualquer relacionamento, ou seja, é preciso trabalho e empenho de ambos os parceiros. 
O psicólogo Robert REMIEN do Centro de HIV de Estudos Clínicos e Comportamentais em Nova York, fez uma extensa pesquisa sobre os problemas enfrentados por casais sorodiscordantes. Nesse estudo, ele lembra-nos que há maneiras de trabalhar os pontos difíceis e apreciar os bons. 
Aqui estão algumas ideias:
Nunca parar de falar um com aos outro sobre as questões de relacionamento que você enfrenta. 
Compartilhe seus sentimentos, independentemente de quão sensível ou doloroso que isso seja. Embora a dor provocada seja de curto prazo, os benefícios de discutir abertamente as questões, terão efeitos duradouros sobre o relacionamento.

Considere a procura de aconselhamento profissional sempre que você sentir que lhe pode ser útil.Quer se trate de aconselhamento individual, terapia de casais, ou ambos, poderá ser benéfico ter uma opinião imparcial e tecnicamente treinada, para ajudar a superar os momentos difíceis.

Mantenha as questões em perspectiva.

O seu status de HIV não pode constituir uma diferença significativa entre de vocês, nem deve definir o seu relacionamento. É apenas uma das muitas características que  vos definem como um casal e como indivíduos.


Cuidem um do outro.

Todos os relacionamentos precisam de parceiros para encontrar formas de cuidar uns dos outros, para se tratarem uns aos outros com respeito e de mostrarem as emoções de amor que os uniu em primeiro lugar.

Lembre-se que se amam. 
Há uma razão que vocês estão juntos, em primeiro lugar. Nunca tenha medo de lembrar um ao outro e agora novamente. Pequenos lembretes sobre os sentimentos que você tem um pelo outro podem fazer maravilhas num período estressante, numa fase do relacionamento.

Seja realista sobre a sua situação.

Não se engane em pensar que a sua diferença de estatuto HIV não afetará o relacionamento. Haverá momentos em que um dos parceiros vai se sentir que não aguenta o stress por mais tempo. Não finja ... se você está infeliz diga isso em voz alta.

Mantenha-se seguro/a e crie diretrizes
Faça planos para descobrir novas formas de erotizar o amor. Torná-lo mais divertido. Rir mais, e não ser tão sério. Aja sobre os medos e sentimentos negativos com certos modos de jogo de sedução sexual.

Lembre-se, cerca de 60% das relações soropositivas são sorodiscordantes.

Hoje em dia e à luz dos estudos mais recentes, um soropositivo em tratamento e com carga indetectável é 96% (pelo menos) menos infeccioso do que alguém com carga viral positiva (como muitas pessoas que se presumem negativas e não fazem o teste por medo do resultado).

O mundo das pessoas felizes não é divido entre negros e brancos, positivos e negativos, ou ricos e pobres. As pessoas que sabem o que querem, quando descobrem alguém especial, são movidas para além do medo e da ignorância e duma mera barreira de látex.


 Mark Cichocki

17 de abril de 2007
Tradução e Adaptação Luís Sá, REDE POSITIVO, 14 de Fevereiro de 2012
Fontes:

10 comentários:

Anônimo disse...

Vivo um relação sorodiscordante há alguns meses. Ele descobriu ter o vírus depois de um ano e meio de relacionamento. Por milagre ou sorte não fui contaminado, de qualquer forma, depois do diagnóstico busquei me informar, li muito, estudei a respeito. Nunca o desamparei e hoje voltamos a ter vida sexual normal (com todos os cuidados e segurança). Ele respondeu muito bem ao tratamento (está indetectável). Meu amor por ele é muito grande, quero vê-lo bem, feliz e saudável. Acho importante escrever isso pois não é fácil estar em uma situação como esta. De fato é uma prova de amor, mas se a pessoa não sente mais segurança em manter o relacionamento, a pessoa soropositiva deve entender. As vezes não é porque ama menos, mas, cada um tem uma forma de encarar essa realidade e tem indivíduos que não conseguem. Estar com outro por pena não seria bom pra ninguém, melhor nesses casos é cada um seguir seu caminho. Para os que optam em permanecer juntos, os laços de cumplicidade, amizade, afeto se tornam maiores. Como disse, desafios surgem o tempo todo, é medo do beijo, da saliva, etc, etc. mas com o tempo tudo se ajeita, principalmente com estudo e maior conhecimento sobre a doença.

Muito bom o blog
Abraços
Pedro

Anônimo disse...

Vivo um relação sorodiscordante há alguns meses. Ele descobriu ter o vírus depois de um ano e meio de relacionamento. Por milagre ou sorte não fui contaminado, de qualquer forma, depois do diagnóstico busquei me informar, li muito, estudei a respeito. Nunca o desamparei e hoje voltamos a ter vida sexual normal (com todos os cuidados e segurança). Ele respondeu muito bem ao tratamento (está indetectável). Meu amor por ele é muito grande, quero vê-lo bem, feliz e saudável. Acho importante escrever isso pois não é fácil estar em uma situação como esta. De fato é uma prova de amor, mas se a pessoa não sente mais segurança em manter o relacionamento, a pessoa soropositiva deve entender. As vezes não é porque ama menos, mas, cada um tem uma forma de encarar essa realidade e tem indivíduos que não conseguem. Estar com outro por pena não seria bom pra ninguém, melhor nesses casos é cada um seguir seu caminho. Para os que optam em permanecer juntos, os laços de cumplicidade, amizade, afeto se tornam maiores. Como disse, desafios surgem o tempo todo, é medo do beijo, da saliva, etc, etc. mas com o tempo tudo se ajeita, principalmente com estudo e maior conhecimento sobre a doença.

Muito bom o blog
Abraços
Pedro

Robert Filgueira Jr disse...

Também passei pelo mesmo. Recentemente, escrevi um romance onde abordo o tema, os desafios e o sonho de uma mulher soropositiva ter um filho, o que hoje, é uma realidade que muitos ainda desconhecem.
Acredito sim, que há uma vida controlável para quem vive este amor, e quanto mais as pessoas souberem dessa prova de amor, mais saberão que o preconceito é apenas um mito que enraizamos em nosso subconsciente.
O livro chama-se: Hoje, Intensamente... Você e foi publicado na bienal do livro de São Paulo em 2012.
Abraços!

Anônimo disse...

Olá. Há mais ou menos dois anos descobri que sou soropositivo. Contrai do meu último namorado, que infelizmente até hoje, não foi capaz de admitir que me passou. Bom...eu gostaria de pedir ajuda. Lido muito bem com meu problema, a questão é que depois desse tempo todo iniciei uma relação com uma pessoa que não tem HIV. Não esta sendo nada fácil, sei que ele me ama, mas como já era de se esperar, esta sendo bem dificil pra ele conviver com isso. Minha ideia é procurar algum casal sorodiscordantes, que tenha conseguido superar os medos para mostrar pra ele que é possível uma relação assim. Poderíamos nos comunicar pelo e-mail trocando questões e experiências. Se possível conto com sua ajuda, não conheço ninguém nessa situação e acho fundamental neste momento para a gente uma referencia. Desde de já grato.

Karola disse...

OIii, tenho um relacionamento sorodiscordante... Meu marido e soro positivo e eu soro negativa, estamos juntos a quase tres anos, estamos casados e felizes e temos uma relação otima inclusive sexual... ontem comecei um blog para contar minha vida com ele, e manifestar minha opinião e relatar as coisas boas e ruins uma troca de experiencias ,,, se alguem quizer dar uma olhada ou quiser da uma olhada http://karoladiscorda.blogspot.com.br/ ou me mande um e mail borges.karol@ymail.com

Anônimo disse...

Oi parabéns por este blog tem sido muito esclarecedor para mim. Namorei aproximadamente 08 meses e depois de dois meses separados ele descobriu está com HIV, duas ex namoradas antes de mim foram contaminadas e eu não fui, um verdadeiro milagre, já que nunca usamos preservativos, fiz meu teste 72 dias após ultimo contato e deu não reagente, meu médico quer que eu faça outro por conta da janela imunológica e eu não estou com coragem. Quanto ao meu ex namorado vc imagina como ele ficou abalado e isso nos reaproximou e hj sei que o amo muito, mas estamos apavorados, vivo lendo tudo que encontro sobre relacionamentos com sorodiscordantes e preciso refazer meu exame, ele tem medo de me beijar, pedi que fossemos juntos ao infectologista e marcamos a consulta; ele tá muito bem de saúde por enquanto esta tomando três medicamentos. Fico feliz que existe relação assim e vejo que onde o amor é verdadeiramente testado. Patty

Lucas Severo Abad disse...

Deixo meu post de hoje no meu blog, para que vejam minha história.

http://diariodeumtentante.blogspot.com.br/2013/12/um-capitulo-oculto-da-minha-vida.html

EWVS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Meu namorado é soropositivo, e a noticia me pegou desprevenida, chorei, gritei, esperniei, quase fico louca, mas nunca pensei em deixá-lo. Porém, sou leiga no assunto, gostaria de me corresponder com outros casais sorodiscordantes, tirar duvidas, trocar ideias.

Anônimo disse...

Olá a todos!
Sou completamente apaixonada pelo meu namorado. Ele e soro positivo e eu não.
Nos conhecemos há quinze anos e nesse meio tempo fizemos vários trabalhos juntos, nossos filhos tem idades próximas e tiveram alguma convivência ao longo da infância. Nem mais nem menos.
No final do ano passado começamos a caminhar juntos todos os dias. Eu estava deprimida e ele estava horrivelmente doente, com trombose. Tentamos nos ajudar, oferecer algum conforto e apoio um ao outro. Enquanto caminhávamos exorcizávamos nossos demônios. Ele já tinha o diagnóstico há dois anos.
Nossa convivência nessas manhãs foram me transformando de uma forma sutil. Voltamos, cada um a seu modo, a nos situar num mundo menos hostil.
O começo da nossa relação como namorados foi bem difícil. Eu resisti muito, titubeei, voltei atrás um milhão de vezes. Ao mesmo tempo que queria ficar com ele, queria que ele desaparecesse. Muita ambigüidade da minha parte! Me sentia irresponsável, louca, com medo, fragilizada pelo estigma da doença. Ele foi insistente, muito mesmo. Só por isso engatamos de verdade.
Nunca abrimos mão do preservativo e nos adaptamos. Encarei o infectogista, me cadastrei no hospital de referência, faço exames regularmente. Temos tido a capacidade de expor os sentimentos perturbadores que aparecem ao mesmo tempo que temos tido calma e disponibilidade para diluir essas tensões. É o cimento da nossa relação.
É um amor diferente de outros q já tive. Sinto que sozinhos somos frágeis e juntos somos uma fortaleza indestrutível. Também tenho a sensação q estou mais protegida da doença do que em outros relacionamentos em que relaxamos e acabamos deixando o preservativo pra trás.
Apesar de não nos escondermos, nem todas as pessoas da minha família e da minha convivência sabem da nossa relação. Tenho tido gratas surpresas nesse sentido. Os nossos filhos, ex marido, ex mulher, primos e alguns amigos escolhidos a dedo não agiram com a carga de preconceito que supus que iriam. Ao contrário, até aqui temos tido apoio.
Quero muito concluir essa etapa e assumir integralmente nosso relacionamento. Nesse sentido ele não me pressiona. Eu admiro essa capacidade! Muito mesmo.
Sermos soro discordantes, aos poucos, está se tornando irrelevante. Na verdade, estamos concluindo que realmente é irrelevante e que temos os mesmos desafios que qualquer casal.